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Eu sinto inveja (e ela não é uma vilã!)

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Quando ouço frases do tipo: "fulano/a fez isso porque está com inveja"..."ah ele/a está assim porque está com inveja"... eu sinto um calafrio e entendo como falta de compaixão e até um desrespeito com a dor do outro (pois essa dor é minha também)

De tanto ouvir esse tipo de frase de pessoas importantes para mim, cada vez que senti inveja, fiz de tudo para esconder de mim mesma, para ignorar e rejeitar minha dor (que é ignorar uma parte de mim), me julguei como errada por algo que é natural (sentir). O que aumentava ainda mais minha dor, pois me desconectava de mim... e além de já estar com um monte de sensações desagradáveis, ainda estava me punindo com julgamentos e me esforçando para que ninguém descobrisse que eu tenho esse "tipo" de sentimentos (inclusive é um alívio compartilhar que sinto inveja, deixar que vejam partes de mim que um dia eu já quis esconder).

Ter aceitado esse sentimento e permitido que ele fluísse por mim sem julgá-lo, significou aceitar e amar mais uma parte de mim... E sabe o que mais? Tornou todas as sensações que acompanham esses sentimentos muito menos desagradáveis e fáceis de lidar, inclusive do jeito que mais gosto: com humor, rindo comigo mesma!

Permitiu que eu me ouvisse com mais profundidade: o que esses sentimentos querem me dizer? Que estou me dando pouca atenção, que estou olhando mais para os outros do que para mim mesma, que estou tirando o foco do que é mais interessante para mim, valorizando aparências e não o que de fato é importante para mim, que não estou reconhecendo meu próprio valor.

Acredito que ao sentirmos inveja temos três possibilidades de reação:
- Desvalorizar a pessoa que tem aquilo que eu quero (seja uma habilidade, uma característica física/emocional/intelectual/espiritual, uma realização social/financeira/profissional, etc)

- Me colocar para baixo através da comparação (acreditar que nunca vou ter aquilo que quero e vejo no outro) e continuar no ciclo vicioso de desconexão comigo, de falta de escuta...(que era o qual mais acontecia comigo)

- Admirar o outro e agradecer por perceber que eu quero desenvolver mais essa habilidade que vi nele, quero cuidar mais de mim, quero me realizar mais em uma determinada área. O espelho que ele foi, pois o que vejo no outro também existe em mim.

Ao ouvir o que a inveja tem para me dizer, além de todos os ganhos internos que citei, me abre junto um leque de possibilidades, posso escolher atitudes construtivas. Sair do ciclo vicioso de me colocar para baixo e minar a estima por mim, para criar o ciclo virtuoso de cuidado comigo e com o outro, expandir a conexão e o amor próprio assim como amor pelo outro.

Se quiser me contar se esse relato contribuiu com você ou compartilhar algo mais íntimo sobre sua relação com inveja pode conectar comigo através da página Sintonia no facebook. 

Beijos com carinho

Dani Putnoki

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"O pathwork lhes dará gradualmente o conhecimento de onde e como os seus problemas externos estão ligados aos seus conflitos internos; como vocês reagem emocionalmente de maneira a atrair certos eventos, tão inevitavelmente, quanto um magneto atrai certo tipo de substância. Essas forças só podem ser verdadeiramente compreendidas quando vocês descobrem as suas próprias emoções e alcançam o seu significado mais profundo." {PW 046}

Liberação de crenças: um relato pessoal

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Outro dia contei pra um amigo como entendo em mim o processo de liberação de crenças, ele disse que foi o colo que ele precisava e que o ajudou a compreender o momento desconfortável de não se reconhecer direito em si mesmo. Isso me motivou a compartilhar no facebook e agora aqui também.
Então lá vai. Meu processo de descolamento de crenças...
Num primeiro momento é como se tivesse um papel colado na testa, com a frase da crença (tipo essa da foto: eu não posso errar), não tenho consciência que está lá, é parte de mim, influencia minhas emoções pensamentos e atitudes sem eu perceber.
De repente percebo que tem algo estranho, que não faz muito sentido, descubro um papel colado na minha testa, apenas isso. Fico um pouco confusa e aérea, meu incômodo é bem leve.
Fico curiosa, quero saber o que está colado em mim, quero entender mais e começo a coçar minha testa, para descolar esse papel...começo a ficar irritada junto, tem algo colado no meu corpo, que não faz parte de mim...
Quero saber tudo: o é esse papel? O que tem escrito? Porque tá ali?
Não consigo, não está dentro do meu campo de visão. Às vezes sinto raiva e coloco a culpa em outras pessoas e situações (quem colocou isso na minha testa? Não fui eu, foi alguém, me sacanearam).
Aos poucos vou conseguindo descolar e trazendo para a frente dos meus olhos, a frustração e raiva continuam, até mais intensas, tem algo escrito e não sei o que é, só enxergo pedaços de letras.
Só queria ler tudo e jogar fora o papel e todo o desconforto que está dentro de mim (é pedir demais? Indignada e me vendo como vítima de um papel colado). Nesse momento é difícil me reconhecer, às vezes vem um desânimo, o que fazia sentido já não faz mais, o mundo fica cinza...
De repente consigo distanciar mais um pouquinho, enxergo letras, ainda não a frase. Ainda está perto demais dos olhos.
Vem um misto de vazio no estômago e no peito por algo que era parte de mim já não é mais, com um leve alívio e ânimo por me sentir mais perto de descobrir o que é...
Em seguida consigo distanciar um pouco mais e ler toda a frase. Vem uma raiva de mim, por ter acreditado naquilo a vida toda e não ter percebido e feito algo com aquilo antes. Mais frustração e culpa, pois já estou consciente da crença, mas ainda não sei o que fazer com ela. Vejo a frase e o papel na minha mão e os seguro com força, tenho apego e não consigo jogar fora (se eu jogar fora algo que fez parte de mim por tanto tempo, o que vai ser de mim?)
Aos poucos vou conseguindo olhar para o papel, ler o escrito e perceber menor envolvimento emocional, vou distanciando e abrindo minha mão... me sentindo um pouco mais confiante e certa de que ninguém tem culpa por aquilo ter feito parte de mim (pelo papel que estava colado na minha testa, comemoro a autorresponsabilidade).
Começo a perceber que tenho opções para cuidar de mim e soltar esse papel...que inclusive tenho escolhas positivas e carinhosas de como descarta-lo...
Então começo a sentir uma paz interior mais forte e chega o momento de deixar ir... assopro com respeito e gratidão por todo o processo que é pura expansão de consciência.
Assim aumenta ainda mais a paz interior, o mundo se abre e fica mais colorido do que era antes, com novos sentidos, o entusiasmo e alegria com o novo é igual de criança, me sinto livre, leve e feliz.... às vezes me esqueço que um dia já tive aquela crença...
É mais ou menos assim.... espero que esse relato contribua com você também. 
Beijos
Dani Putnoki / Sintonia - Afinando sua comunicação com você e com o mundo


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"Vocês não precisam ser perfeitos para se respeitarem. Basta ter uma atitude realista com relação às imperfeições e adotar uma atitude construtiva em relação a elas.
Quando mais se firmar o respeito próprio, menos vocês terão necessidade do respeito dos outros, pois se sentirão seguros interiormente. E isso mudará de tal forma a atitude interior e as emanações, que vocês exercerão um efeito diferente sobre os outros; assim será mais fácil o ambiente dar a vocês o amor e respeito desejados." {PW 031}